O motorista Rafael Bussamra, que confessou ter atropelado Rafael Mascarenhas, 18, filho da atriz Cissa Guimarães, afirma que ligou pedindo socorro, mas foi embora antes de a ambulância chegar. O jovem chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.
De acordo com o juiz, o responsável pelo atropelamento e as testemunhas não são obrigados a ficar no local do acidente, pois podem se sentir mal, estar em local de risco no trânsito de veículos ou ameaçadas de linchamento.
O importante, afirma o magistrado, é constatar que o socorro médico - bombeiros por exemplo - chegou até a vítima. Depois disso, o motorista envolvido no atropelamento deve procurar uma delegacia para fazer o comunicado do acidente. Abandonar o ferido no acidente é causa de aumento de pena de um terço a 50% para quem atropela.
No caso de homicídio culposo (aquele em que não há intenção de matar), sem computar o aumento por omissão de socorro, a pena prevista vai de dois a quatro anos de detenção.
A testemunha que não ajudar a vítima de atropelamento responderá na Justiça por omissão de socorro. A pena prevista neste caso é de detenção por um a seis meses.
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