A Toyota divulgou uma nota de esclarecimento a respeito junto à bolsa de valores de Tóquio, explicando que a intimação solicita documentos sobre problemas nos braços de direção de seus carros e que foi recebida por suas subsidiárias americanas.
Esta é a terceira intimação recebida este ano pela fabricante japonesa nos EUA, uma sobre aceleração involuntária e frenagem e a outra, do estado de Michigan, relativa a informações sobre recalls.
A Toyota está sendo investigada desde o início do ano por autoridades americanas em relação a um problema na direção que, entre outros veículos, afetaria o utilitário 4Runner. A empresa teria violado regras que obrigam a indústria a alertar as autoridades sobre essas falhas.
Demora excessiva
Segundo o Departamento de Transportes americano, há dúvidas sobre a data de convocação do recall ocorrido em setembro de 2005, relacionado a defeitos nos braços de direção, um ano após chamamento ocorrido no Japão com a mesma causa. A lei americana obriga os fabricantes a comunicarem problemas de segurança ao governo até cinco dias após sua constatação. Quando fez o recall em seu país sede, a Toyota afirmou que os problemas só haviam ocorrido em veículos vendidos no Japão mas, no final do ano seguinte, informou que o defeito no braço de direção também ocorrera em carros vendidos nos EUA, o que resultou num recall de quase um milhão de unidades.
O problema nos braços de direção motivou uma investigação criminal contra a Toyota no Japão, onde investigadores acusam a empresa de ter descoberto em 1996 que as peças instaladas no 4Runner poderiam quebrar, levando a sérios acidentes. No final daquele ano, a empresa substituiu as peças nos carros novos por outras, mais fortes, mas demorou oito anos até começar a fazer o recall dos carros fabricados antes de 1996 – apenas depois que um acidente investigado pela polícia despertou a atenção das autoridades.
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